3.2 Eletroneuromiografia: Diagnóstico das Doenças de nervos, músculos e dor


Resumo

A ENMG é um exame diagnóstico das doenças dos nervos periféricos, dos músculos e da dor. Trata-se de um exame mais desconfortável do que doloroso. É importante que o paciente, antes do exame, obtenha informações diretamente no serviço especializado e no vídeo recomendado. Deve vir alimentado, evitar o uso de cremes no corpo e manter suas medicações habituais. Caso faça uso de medicamentos para miastenia gravis ou anticoagulantes (para afinar o sangue), deve informar previamente ao serviço.

O que é a ENMG.

A ENMG (figura 1) é um exame diagnóstico das doenças neuromusculares. O sistema nervoso compreende (figuras 2 e 3) o sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). Esses, junto ao sistema muscular, formam o sistema neuromuscular (SNM). As doenças que os comprometem são chamadas doenças neuromusculares.

O vídeo abaixo ilustra as etapas da ENMG. Ative o tradutor do YouTube para português clicando em: configurações → legendas → traduzir automaticamente → idioma português.


 

No SNC estão o cérebro e a medula, de onde emergem as raízes que formam os nervos periféricos (figura 3), os quais inervam músculos, pele, órgãos etc., através de fibras sensitivas e motoras.

De forma semelhante a um sistema de cabos elétricos, o SNM leva e traz informações do SNC. A ENMG permite localizar, dentro do SNM, onde ocorreu a alteração que justifica os sintomas apresentados.

Quais doenças são diagnosticadas pela ENMG. 

Na figura 3 mostramos um corte transversal da medula e do nervo periférico. Dentro dessa anatomia existem 6 categorias de diagnóstico:

1) se a lesão ocorre no neurônio → neuronopatia: por exemplo a esclerose lateral amiotrófica

 

2) se no gânglio sensitivo → ganglionopatia: por exemplo a síndrome de Sjogren

3) se na raiz → radiculopatia: por exemplo a radiculopatia de L5, popularmente conhecida como dor ciática (figura 4a)

4) se no nervo → mono, poli ou multineuropatias: por exemplo a mononeuropatia fibular (figura 4b), a síndrome do túnel do carpo (figura 5), a multneuropatia das vasculítes (figua 4c) e a polineuropatia do diabetes (fig 4d)

5) se no músculo → miopatia: por exemplo a distrofia muscular de Duchene

6) se na junção neuromuscular → miastenia gravis e síndrome miastênica (figura 6)

 

 

A primeira parte do exame é a eletroneurografia, na qual se aplica uma corrente elétrica de baixa voltagem na pele sobre os nervos periféricos (figura 1), registrando seus potenciais.

Na segunda etapa, a eletromiografia, insere-se uma agulha descartável nos músculos, avaliando seus potenciais em repouso e sob contração. Na avaliação da junção neuromuscular (mioneural), verifica-se se há alteração na passagem do impulso elétrico do nervo para o músculo.

A ENMG é um exame seguro.

Na maioria dos casos, a ENMG é feita sem sedação ou anestesia. É um exame mais desconfortável do que doloroso, realizado por neurologista ou fisiatra com RQE.

Os equipamentos são certificados anualmente pela ANVISA. As agulhas modernas de ENMG, além de descartáveis, possuem bisel bastante fino, o que reduz a dor..

 

Como se preparar para a ENMG. 

- Busque informações no serviço em que a ENMG foi agendada e evite informações leigas.
- Não utilize creme ou hidratante no corpo, pois a oleosidade dificulta a análise da corrente elétrica pelos eletrodos.
- Para exames nos membros inferiores, use calça folgada que possa ser levantada até 20 cm acima dos joelhos ou traga um short.
- Para exames nos membros superiores, uma regata é suficiente. Se não tiver roupas adequadas, serão fornecidos aventais descartáveis
- Venha para o exame alimentado (não é necessário jejum). Pode inclusive trazer um lanche reforçado. Após o exame, retome normalmente suas atividades.
Um leve desconforto nos locais de agulhamento desaparece em algumas horas ou poucos dias. Mantenha seus tratamentos de rotina.
 

 

Informe ao serviço de ENMG nos seguintes casos:
1) Uso de medicamentos para miastenia gravis ou anticoagulantes.
2) Presença de marcapasso cardíaco (exame possível apenas com correntes aplicadas em regiões distais).
3) Paciente mastectomizada (restrições ao uso de agulhas no membro superior do lado da cirurgia).
4) Inchaço importante no local do exame (pode ser necessário reduzi-lo previamente).

Técnicas especiais de ENMG. 

Alguns transtornos exigem técnicas adicionais:

1) Eletromiografia quantitativa – diagnóstico de condições neurogênicas e miopáticas não detectadas no exame de rotina.
 

 

2) Estimulação nervosa repetitiva e ENMG de fibra única – diagnóstico de miastenia gravis e síndromes miastênicas.

3) Eletromiografia de esfíncteres – avaliação de transtornos dos esfíncteres anal e vesical.

4) Condução justa-neural – estudo de nervos profundos em casos de meralgia parestésica, síndrome do túnel do tarso etc.

 

Referências

Kimura J. Electrodiagnosis in diseases of nerve and muscle: principles and practice. 4th ed. New York: Oxford University Press (USA); 2013.


Oh SJ. Clinical electromyography: nerve conduction studies. 3rd ed. Baltimore: Lippincott Williams and Wilkins (USA); 2002.

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